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A polêmica da foto de Carol Castro nua com um terça nas mãos, na “Playboy”, continua a render. A notícia, revelada com exclusividade pela coluna ontem, repercute agora em um órgão internacional, a Liga Cristã Mundial. Segundo o advogado e secretário geral da LCM, Michel Hanna Riachi, a associação vai processar a revista. “Vamos instaurar um processo criminal contra a atriz e os editores da revista, que são co-autores disso. Depois, vamos tentar obter a ordem de busca e apreensão da publicação em todo o Brasil”.
Segundo Riachi, o terço nas páginas de uma revista como a “Playboy” atinge não só os católicos. “É uma ofensa contra os cristão de todo o mundo. Este é um crime previsto no artigo 208 do código penal”. O artigo citado pelo advogado diz o seguinte: “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. “A pena para isso é de um mês a um ano de prisão ou multa”, alega Riachi. O editor-chefe da “Playboy”, Edson Aran, diz que, caso o processo seja aberto, o assunto será tratado pelo departamento jurídico da Editora Abril, que publica a revista. “Mas eu acho que isso é uma tempestade em um copo d'água. Volto a dizer: essa foto está num contexto, nada é gratuito”.
E a discussão em torno do assunto chegou até ao blog que Carol mantém na internet. No espaço de comentários dos leitores, alguns defendem a atriz, enquanto outros protestam. “Você sabia que a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, ela se encontrava com um terço nas mãos? Carol, por favor reflita sobre a sua atitude”, pede uma leitora, identificada como Denise. “As pessoas deveriam se preocupar com fotos de crianças na rua, com a fome. É pura hipocrisia”, defende Luana Santos Oliveira. Para a revista, a repercussão vem sendo boa. Ontem, dois dias depois de ser lançada, a edição de aniversário da “Playboy” já estava se esgostando em algumas bancas. Em entrevista à coluna, publicada ontem, Carol pediu desculpas a quem se sentiu ofendido: “Essa não era a minha intenção”.
Igreja ataca
A “Playboy” de Carol Castro mal chegou às bancas e já está causando polêmica. Tudo por causa da foto acima, em que a morena aparece nua, apenas com um corpete transparente, segurando um terço na mão.
“Isso é um desrespeito. Não só com a Igreja Católica, mas com a fé de um povo. É absurdo usar um objeto de devoção das pessoas para fazer uma coisa como essa”, protesta o padre Juarez de Castro, Secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo.
“Está na moda falar que essas fotos são um ensaio fotográfico. Mas, na verdade, não passam de um erotismo vulgar. Usar qualquer peça de devoção, de qualquer religião, nesse contexto, é desrespeitoso”, defende ele, que completa: “E olha que eu tenho o mesmo sobrenome que ela”.
Carol Castro falou com a coluna sobre a polêmica. “Tive uma criação católica, fiz primeira comunhão. Em momento algum eu quis deixar alguém zangado. Peço desculpas se ofendi qualquer pessoa".
Eson Aran, o editor-chefe da “Playboy”, garantiu que o uso do terço não foi um artifício para causar polêmica. “No ensaio inteiro Carol está interpretando personagens de Jorge Amado. Naquela foto, ela faz a Dona Flor. Uma menina católica, que se casa virgem. Ela tem essa contradição entre a fé e a sensualidade”, alega.
E Carol completa: “Esta foto é da Flor viúva, chorando pela morte do marido, Vadinho. Quero muito que as pessoas gostem e levem para o lado artístico. Esse foi o meu propósito”. |